sexta-feira, 24 de julho de 2009

Certo ou Errado?!


Quem é que tem a certeza do que é certo ou errado?


Ninguém…


É constrangedor quando queremos fazer algo e não conseguimos porque não sabemos o que realmente acontecerá depois de o fazermos!


Quando não pensamos por a nossa própria cabeça então tudo está perdido! Podemos pedir opiniões ou conselhos sim, mas pensar através dos outros, fazer o que eles dizem sem antes reavermos o que queremos, não está certo!


É sempre difícil tomar uma decisão, principalmente quando esta vai mudar as nossas vidas ou pelo menos faz com que as nossas vidas tomem um rumo diferente do que seguíamos…
Para todos, adiar o prazo ou empatar o tempo para dar uma resposta é sempre a melhor opção!
Ter dúvidas não é mau, escondê-las sim!


Se não colocamos as nossas dúvidas aos outros, como é que eles nos podem ajudar e perceberem-nos, para que possamos dar a resposta que se parece mais com a acertada?!


(Não estou a falar das dúvidas que se expõem nas escolas, claro! Estou a falar daquelas dúvidas, das incertezas que percorrem a nossa cabeça, dando voltas e voltas sem pararem, á espera de resposta, mas nunca encontrando, aquelas dúvidas que «correm» de um lado para o outro na nossa mente e que não conseguimos alcançá-las, nem decifrá-las, por muito que queiramos!)


Por exemplo, quando te questionas a ti próprio/a sobre o que deves fazer no meio de uma «confusão» da tua adolescência, em que estás exposto a todos e a tudo, e tens de tomar uma decisão quanto ao que queres, seja a que nível for! Principalmente, se for uma decisão quanto ao nível sentimental, (sim porque adolescentes significa: paixonetas, paixões, amores…), e tu tens dúvidas quanto ao teu sentimento, àquilo que sentes… Aí, só terias de abrir o teu coração e dizer tudo na hora, exprimir as incertezas, as dúvidas que sentias quanto a isso, contar tudo, á espera que te compreendam e que te ajudem a «concertar as ideias», sendo que TU é que tens de decidir no fim, o que queres da tua vida, mesmo que não escolhas o caminho certo! E, se aí não te compreenderem, então esquece, desiste e dá a volta por cima, não te merece!


«Não tenhas medo de cometer erros, acabas por aprender com eles!»


'Miky'

Homenagem...



Para alguns apenas um mero conhecido...


Para outros uma grande amigo...


E para uma pessoa muito especial, era, e continua a ser não só o melhor avo do mundo, como também um pai exemplar...


Mas agora... Tudo o que te dizem, sao palavras ocas...frases vazias que se transformam em mais perguntas sem respostas, em comparação com a dor da perda de alguem tão especial.


Podem-te dizer que vai passar, mas não acreditas, porque a unica coisa em que pensas é no porquê, de isto te acontecer a ti e nao a outra pessoa que tenha uma familia completa...


Agora tudo parece negro como uma noite sem estrelas nem lua, uma noite em que a unica coisa que exite é um vazio, que se vai infiltrando em ti a medida que a realidade arrebatadora cai sobre os teus ombros, e a unica coisa que te apetece é chorar...

Mas lembra-te que nem sempre a noite significa vazio, o preto significa tristeza, e a luz esperança, porque somos nós que dicidimos parte do nosso distino, e agora cabe-te a ti fazer com que as memorias dos momentos felizes que tens do teu avo nao sejam esquecidas, porque mesmo que não o vejas, ele continuara sempre contigo, enquanto acreditares que ele nunca te deixou, e enquanto continuares a ama-lo.

Nunca soube muito bem qual era o sentimento de perda, até ao momento em que descobri o que aconteceu: não queria acreditar, disse para mim mesma que devia ser um engano, ou algo do genero, mas nao pude continuar a mentir a mim mesma, apenas quero que saibas que podes contar comigo para o que quiseres, sempre o pudes-te... Mas agora mais do que nunca, quero que saibas, que faço o que for preciso para te conseguir por um sorriso nessa tua carinha bonita, porque sei que o teu avo tambem não quereia ver as lagrimas a correr pelo teu rosto, por algo que nao se pode mudar, e que aconteceria de qualquer forma...

Isto pode nao fazer qualquer sentido para ti agora, mas sei que um dia vais conseguir perceber o que digo...

Deixo este texto em memoria e em honra de Sr. Barbosa, um grande homem, que fez coisas ainda maiores, e que merece tudo e muito mais...


Em memoria do Sr. Barbosa, para sempre...

Especialmente para te apoiar a ti, Jéssica, com muito carinho e compreenção

Kátia...
(Bia...)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Medos...






Os dias quentes despediam-se pesarosamente, e os testes chegavam para infelicidade dos alunos. Começava a notar-se que o bar da escola, a pouco e pouco ia enchendo cada vez mais, e nos intervalos, parecia-se com uma lata de sardinhas bem cheia.
O primeiro teste a ser feito era o de francês, e o pessoal da turma de Miky começava a perguntar a Cristina pelos resumos da matéria de história e geografia, visto que os testes estavam a porta. À hora de almoço, Cristina aproveitava e levava o portátil para acabar de fazer os resumos. Enquanto Lua e Rute, passavam o tempo no MSN, e no hi5.
Entretanto na aula de teatro andavam a preparar o projecto performativo para apresentar no fim do ano. Primeiro tinham pensado em trazer Camões do passado, e confronta-lo com a actualidade, no entanto havia alguns problemas:
- Este teatro vai dar muito trabalho a fazer! Já estamos quase no fim do período e ainda não escrevemos o guião! - Queixava-se Filipa.
- Stora ainda podemos mudar? - Perguntava Lua
- Sim, mas se mudarem têm de se aplicar mesmo, e convinha que o texto já estivesse escrito… - concordava a professora.
- Pois, é que, nós temos um texto escrito por uma colega nossa - continuou Lua, agarrando Bia e Miky pelo braço. – e se todos concordarem acho que era mais interessante…
- Ai temos? - Perguntou Miky confusa.
- Sim, a tua historia… - acabou Bia.
- O quê? Não, acham que eles vão querer fazer isso! – Recusou Raquel.
- Oh, vá lá, se o texto já esta escrito e se a Lua e a Bia acham interessante, não vejo qual é o problema. - Incentivou Tiago.
- Pois, ele têm razão… - concordou Leo.
- Óptimo! Vamos ler o texto e escolher as personagens? - Propôs Bia. Ao que todos se sentaram em volta dela. Quando acabaram de ler o texto, ouve um grande alvoroço, pois quase todas as raparigas queriam fazer o papel de Ana, uma dos dois protagonistas, enquanto que nenhum dos rapazes se disponibilizava para fazer de Mateus, outro protagonista. Por fim, acabaram todas por concordar que Raquel interpretaria o papel, melhor do que ninguém, e quando propuseram Leo para fazer de Mateus, todos concordaram, mas este acabou por confessar que não tinha jeito nenhum para teatro, e como não queria estragar a peça, recusou o papel, aí foi a vez de a professora falar:
- Então e tu Tiago? Podias tentar, a professora de história disse-me que tinhas boa memória, era só uma questão de treino…- propôs a professora.
Raquel quase se engasgara ao ouvir a proposta da professora, e achou por bem não continuar a beber água antes que ainda a virasse, se todos concordassem em dar o papel a Tiago. O que infelizmente ou felizmente aconteceu. Quando acabaram de distribuir as personagens foram alterar algumas coisas no texto e fotocopia-lo.
- Então, como vais “Ana”? - Perguntava Tiago, trocista a Raquel, ao saírem da escola.
- Não me chames Ana! - Trovejava Miky.
- Porquê? Pensei que gostasses do nome…para o escolheres para o nome da protagonista da tua história. - Brincava Tiago.
- Gostava! Até tu ficares com o papel de Mateus! – Berrava Miky.
- Uhh…Gostas assim tanto de mim? - Ironizava Tiago.
Raquel não queira atura-lo mais, conseguira evita-lo durante tanto tempo, e agora de repente, pufff, tinha ido tudo por água abaixo, porque de repente se tinham tornado o par romântico da sua própria história! Foi para casa tão irritada que quando ligou o portátil para fazer um pouco mais do trabalho de área de projecto sobre as doenças cardiovasculares só lhe apetecia dar cabo de Tiago!
Sexta-feira chegou para grande alívio de Miky, e esse fim-de-semana tinha decidido aproveita-lo no parque, quando a aula de matemática acabou Miky saiu disparada para casa, foi buscar o mp4, o portátil, os cadernos e livros, uma manta e algo para petiscar e partiu rumo ao seu sítio preferido - o parque!
Quando lá chegou abriu a manta, sentou-se e espalhou os livros, para poder ver em que disciplinas tinha trabalhos de casa, ligou o portátil e pôs música. Começou por fazer a exposição oral de português: tinha de falar de um sentimento, primeiro pensou no ódio, mas achou que era um tema muito pesado e passado um bocado chegou à conclusão de que não seria má escolha falar sobre o medo. Pegou em caneta e papel e começou a escrever:

O medo é algo que não podemos evitar, todos temos medos, porque todos receamos algo, quer seja medo de animais ou do escuro, medo da morte ou da doença, medo de estar incapacitado ou de depender dos outros, todos os medos servem para nos fazer aprender e crescer. Sempre que superamos um medo aprendemos que existe mais para descobrir, e que se não continuarmos a enfrentar os nossos medos, podemos deixar por descobrir o que o mundo nos reserva.
Mas existe um medo muito especial, para mim, o medo de confiar os meus sentimentos nos outros, para muitas pessoas na nossa idade é fácil e para outras tantas uma tarefa difícil, a de saber em quem confiar, porque nem sempre as pessoas a quem contamos os nossos segredos, são as apropriadas, porque por este ou por aquele motivo, quando estam zangadas, ou tristes, acabam por contar aos outros aquilo que lhe pedimos segredo.
Por isso, acho que me é mais difícil superar esse medo do que o e medo da morte ou da incapacidade, talvez seja patético para alguns de vós, mas esse é o meu maior medo. E esse medo leva-me muitas vezes a evitar amizades com pessoas que talvez até se preocupem mais comigo, e gostem mais de mim do que aquelas em que confio. Talvez tenha de tentar superar esse medo, e formar amizades com as pessoas que até agora evitei, para encontrar alguém que realmente me faça ver a razão. Mas talvez também precise que alguém me ajude. Porque por muito corajosos que sejamos, todos temos medos, e todos precisamos de ajuda para ultrapassar aquele medo que nos “assusta mais
” . -
Definitivamente não tenho jeito para isto! - pensou Miky para consigo


Bia...






quarta-feira, 22 de julho de 2009

Que crianças!

Aqui está o espírito da «Miky» e da «Bia» em acção!

-Rir é o melhor remédio!

hihihi

'Miky'

A Magia&Fantasia!


Miky não é apenas uma personagem ficcional que foi criada por uma simples rapariga… É o outro lado, a outra parte de mim, que ao ser recriada na história fez de mim uma fantasia… Mas não uma fantasia qualquer, uma fantasia tirada da realidade!


Viver no «Mundo da Fantasia» é fantástico, é incrível, sem preocupações, sem obrigações, sem nada nem ninguém com quem se esbarrar… E as emoções, essas, são como que brincadeiras de crianças… Onde se chora, ri, mas o motivo não é outro senão a própria fantasia da cena!

Se virmos bem, quando é que vivíamos num «Mundo Mágico»? Pois, eu respondo, quando éramos miúdos e estávamos cercados de pureza e inocência… Onde as primeiras paixões, (bem, acho que nem se podem chamar de paixões, mas não desvalorizando), onde as primeiras paixonetas eram coisas de dias e que eram motivo de “birrinha” entre duas meninas que disputavam o mesmo menino… Sim porque os meninos, apenas se “declaravam” e “apaixonavam” por as bolas que andavam de um lado para o outro, graças aos chutos que os mesmos davam!

Enfim, tudo isto para quê?
- Para que todos saibam o quão importante é termos AINDA e SEMPRE uma criança em nós, que nos faz fantasiar com o que temos para viver!
E…

Miky é mesmo isso, a criança que há em mim… A fantasia, a magia, o lado magnífico da vida! Pois, Miky é apaixonada por a vida e vive-a intensamente…
«Não deixes morrer a criança que há em ti, NUNCA!»
«A tua vida será sempre uma vida de sonho, se tu assim o quiseres e fizeres!»


'Miky'

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Vida!


A vida nem sempre é o que esperamos...

Quando menos se espera, PIMBA!!! Acontece o inesperado...
Tudo tem um sentido, mas nem sempre é o sentido que queremos...

Acredito que o destino existe, mas ele não faz tudo por nós...podemos escolher os caminhos que queremos seguir, podemos construir o nosso rumo de vida, podemos mudar o destino...mas como não sabemos o futuro e, por isso, também não sabemos se escolhemos o certo ou errado, se optámos pelo bem ou o mal, se era o que estava previsto no destino ou se fizemos com que o rumo mudasse de direcção!!!

É complicado...

...mas também se assim não o fosse não tinha piada nem motivo para a vivermos!

Enfim, temos de aprender com os erros, mesmo sendo eles tão dolorosos, cruéis, longos e difíceis de passar!!!

A nossa vida é única e temos de saber aproveitá-la...mesmo que nos custe ultrapassar alguns momentos, não maus, mas sim, menos bons!!!

Quem disse que a vida era 'um mar de rosas'?

pfff



'Miky'

Kátia!



Bem, isto não é só uma resposta ao texto ou talvez dedicatória feito/o por ti (Kátia)...mas também, é o texto que expri-me aquilo que te faz seres a melhor!

Para começar, esta rapariga presente nesta foto, chama-se Kátia, e não é apenas uma mera rapariga de quem vou falar, mas uma das melhores amigas que alguém podia ter!

Ela é ESPECIAL, mas ninguém sabe ao certo porquê?! Mas, eu sei (ou não convivesse eu o tempo suficiente para saber)...

Então, principalmente ela é especial porque é a «Kátia», depois, porque conseguiu tornar-me numa fantasia, e que sem a qual eu era uma simples rapariga ao cimo do mundo que ansiava tornar os meus sonhos realidade... E está mais que visto que isso seria completamente difícil de fazer... Mas TU consegues fazer o impossível, ultrapassar os limites, as barreiras e quebrar as regras fazendo tudo de uma forma tão elegante e com a graciosidade que só TU tens!

Vejo-te não só como uma amiga, nem tão pouco como uma melhor amiga, mas sim como «A» 'melhor amiga' (não sozinha, mas no mesmo nível)...

Construímos uma Amizade que nada nem ninguém consegue destruir...

E talvez, daí nasceu a 'Miky' e a 'Bia'... Quem sabe?!

Concluíndo, esta «Miky» só existe em mim, porque alguém a fez nascer, bem, pelo menos, renascer... Alguém como tu (Kátia), a autora de tudo! Sim, a minha história real, e mais um bocado da tua imaginação foram a combinação para este romance que tu escreves com tanta dedicação!

Existe uma 'Bia' em Ti! Tu és a Bia, nunca te esqueças de vivê-la como só TU sabes!

Bia, não é apenas o teu pseudónimo, és tu própria!

'Miky'

Mudanças...



Quando tocou para a primeira aula, já Lua tinha o número e o email de quase toda a gente. Como era habitual, novo ano escolar significava muitas vezes novos professores, apresentações, mas este ano as apresentações prolongavam-se por longas “missas” sobre como prepara o estudo, e quase todas diziam o mesmo, portanto era como ouvir um disco riscado.
- Tem de se aplicar meninos… Isto já não é o ciclo, no fim do ano tem exames, por isso como sabem devem começar já a estudar, principalmente, porque para o ano vão para uma escola nova, que muito provavelmente será o Colégio Marques de Antunes. - explicava a professora de Inglês.
Quando a campainha soou, e apesar de ser apenas a segunda aula da manhã houve uma evasão direcção à porta.
- Olha tens o número daquele moço? O … Ai como é que ele se chama mesmo? T…Ti… - perguntava Bia a Lua depois de comerem, no jardim da escola.
- Telmo....Não espera…Tiago! – Ripostava Lua.
- Então? Qual é a nova “cusquisse”? – Perguntou Miky.
- Não é “cusquisse”, estávamos só a falar daquela “coisa boa” que chegou à turma! - interpôs Bia.
Miky era para perguntar que “coisa boa” é que +tinha chegado à turma, mas havia alguém que lhe estava constantemente a mandar palmadinhas no ombro, e quando se virou, percebeu logo de que “coisa boa” é que as amigas estavam a falar. Não conseguiu evitar! Olhou para o rapazinho de cima a baixo: era um pouco mais alto que ela (para não variar)Olhos castanhos/pretos que faziam realçar o cabelo, não muito curto, castanho claro, meio ondulado, meio encaracolado.
- Querem vir jogar verdade ou consequência connosco?
Queria falar, mas não conseguia. Queria dizer que sim com a cabeça, mas parecia que as forças a tinham abandonado. Era como se ouvir a voz do rapazinho, fosse paralisante. Decidiu dar um passo em frente, para dar a entender o seu querer, e foi o que bastou. A garrafa rodou, e o jogo começou…
Primeiro começaram por fazer um jogo um bocado alterado, de maneira a se conhecerem melhor, no entanto quando começaram a jogar a sério, nem as moscas estavam a prestar atenção.
- Tens namorado? - Perguntou Tiago ao que ninguém respondeu – mmm, Raquel! Tens namorado? - Repetiu.
- Ah?... O que? Era para mim? - Perguntou Miky toda atrapalhada, com isto o resto do pessoal, pareceu acordar da hipnose, pois começaram os assobios – Não, não tenho. Porque? - Perguntou Miky completamente alheia ao jogo, e por isso contente por conseguir embaraçar Tiago, mas… como nem tudo o que parece, o é, depois de pensar um pouco, Tiago ripostou com um ar maroto - Não é a tua vez!...
Irritada, ou por não ter conseguido dar a volta a situação, ou por não ter obtido resposta para a sua pergunta, Raquel saiu dali, com a estupenda desculpa de ir comprar um sumo. Enquanto se afastava do grupinho o seu pensamento voou para longe, assaltado por inúmeras perguntas: “ Mas para que é que ele queria saber isso!...Será que esta interessado?!...mmm…não! era a ultima coisa que queria agora… um estupor daqueles a chatear-me a cabeça…devo estar a imaginar coisas…!” Depois de comprar o sumo, e quando finalmente arranjou coragem para ir para ao pé dos amigos, é que a campainha tocou e a sua turma se arrastou para a aula de matemática.
Quando a aula chegou ao fim, e como Miky estava estafada, dirigiu-se para casa… ia muito descansadinha, e quase a chegar, quando reparou que estava alguma coisa ao pé do chorão em que ela própria se sentará poucos dias antes de as aulas começarem. Curiosa, aproximou-se e o que até então não passava de uma sombra, sem forma, transformou-se num vulto, pouco nítido, mas Miky sabia que não pertencia aquele cenário, aproximou-se mais e começou a formar-se, por entre as sombras um corpo…andou mais um bocado e apercebeu-se de que era um rapaz, o que achou muito estranho, pois nunca ninguém para além de Miky fora até então para aquele sítio. Teve medo de avançar, mas apercebeu-se de que o “rapaz”, ouvia música e andou mais um bocado, agora a massa cinzenta, começava a tomar cor, e os contornos da face e do resto do corpo, começavam a ficar visíveis, Raquel teve um estranho pressentimento de que já tinha visto alguém com aquele conjunto de roupa nesse dia e por isso aproximou-se mais um pouco, quando finalmente percebeu de quem se tratava o seu corpo congelou tornando-se numa autentica estatua de gelo. Não podia ser possível! Em tanta gente que poderia estar ali, teria mesmo de ser Tiago que estivesse a sua frente!
Deu uma tossidela seca e baixa, ao que Tiago nada respondeu. Por isso deu mais uma e mais outra, irritada por ver que nada acontecia, Raquel arrancou os phones dos ouvidos dele. Alarmado, Tiago levantou-se, mas ao se deparar com Miky sorriu.
- Qual é a piada? - Interrogou esta.
- Nenhuma…mas é que não arranjas-te uma maneira lá muito simpática de me dizeres olá! - Respondeu Tiago aparentemente ainda mais feliz.
- Também não era para te dizer olá! O que fazes aqui? - Interrogou ela sei meias medidas.
- Ouço música, e escrevo umas cenas. Alguma coisa contra? – Perguntou ele.
- Sim, pelo facto de teres dito ao Rafael que ias para casa, e lhe teres mentido! – Impôs Miky.
- Mas eu estou praticamente em casa! - Riu-se e apontou para uma casinha pequena e modesta à frente da de Raquel.
- Vives ali? - Indagou Miky confusa
-Sim, a poucas semanas, mas é minha casa!
Claro, agora Raquel lembrava-se de onde conhecia a cara de Tiago. Tinha-o observado a umas semanas a trazer caixas e caixotes para dentro daquela pequena casa. Mas por que raio insistia Tiago em meter-se sempre no caminho de Miky! Poderia ter sido qualquer outra pessoa, mas não, era precisamente aquele convencido e egoísta que parecia segui-la, e o pior era que se Lua e Bia descobrissem que Tiago era vizinho de Miky não iriam parar de fazer perguntas e Raquel tinha a certeza de que iria começar a receber muito mais visitas das colegas de turma!
Tiago aproximou-se mais de Raquel, e esboçou um sorriso, que quase se poderia dizer ser mais doce que mel. Raquel permaneceu fria e rígida, embora bem no fundo, alguma coisa tivesse mudado quando os seus olhares se trocaram. Estavam tão próximos que Miky, pensou por uns segundos em recuar e quebrar aquela linguagem visual. Mas não, Raquel não mexeu um músculo, no entanto Tiago ia-se aproximando cada vez mais, até que…:
- Tiago, podes ir buscar o teu irmão a escola? Oh…Olá querida! Tudo bem? - perguntava a Raquel uma mulher baixa, e extremamente parecida com Tiago, com excepção aos olhos que eram de um azul marinho…
- Sim, esta tudo…obrigada…eu tenho de ir indo… - gaguejou Miky. E apressou-se a ir para casa, para fazer a imensa carga de trabalhos que o professor de matemática já lhes tinha passado. Mas, quando lá chegou, a sua atenção foi desviada para outra coisa. Mais precisamente para o livro que andava a ler: “As Crónicas de Narina e o Príncipe Caspian”. Olhou fixamente para a capa, como se assim já pudesse saber o que ele continha, mas o que ia na cabeça de Miky não tinha nada a ver com o que estava escrito no livro. Formava-se na sua mente uma imagem nítida de um príncipe moderno com os olhos escuros como a noite, e os cabelos castanhos-claros ondulados/encaracolados. Abanou a cabeça, tentando por as ideias no sítio, levantou-se, pousou o livro e dirigiu-se para a janela. Era difícil aceitar o facto de que no dia em que aquele palerma chegara, ela estivesse com vontade de conhecer novas pessoas, agora tudo o que queria, era estar com os seus velhos amigos: “ Nem o Henrique era pior que ele” - pensou – “E claro que o Henrique era pior que ele, esse triste enganou-se e pós as calças do pijama no saco de educação física e ainda por cima teve a lata de fazer a aula sem sequer perceber que estava em pijama!” - contrariou, rindo para si mesma – “ Bem, mas ao menos não era tão…” - não sabia o que havia de dizer, afinal de contas, só conhecia Tiago a dois dias, mas de vista já adivinhava o que ele realmente era….ou não… - “ eu soube desde o principio, desde a primeira vez que o vi que ele era um…um…aquilo, coiso, tal, arre, apre, poça, aquilo, coiso…eu sabia que ele era isso…acho eu…" - duvidou, pois sabia que não tinha pensado aquilo de Tiago, mas o simples facto de achar que o tinha pensado já a deixava mais descansada e com outra disposição, para o encarar.
Quando no dia seguinte voltou a ver Tiago, quase implorava para que ele não fizesse menção a sua pequena discussão ao pé do chorão, mas felizmente, este não disse nada a ninguém. O resto da semana foi reservado para matar saudades e contar novidades, reencontrar os amigos que já não viam a bastante tempo, e para bem da turma, nenhum professor, para alem do de matemática se lembrou de marcar trabalhos de casa o que fez com que Miky e o resto dos alunos tivessem duas tardes livres para aproveitar na praia.




"'Miky&Bia"'

Pizzaria...


Numa rua de Algarve, bem longe da poluição, carros e casas, uma pena sobrevoava o céu, passando por arbustos, árvores e pedras…mas nunca parando. Ia baixando a altitude moderadamente, até que por fim encontrou o seu “porto de abrigo”.
A pena, leve e fofa, encontrava-se delicadamente pousada sobre a boca de Miky… na realidade o seu verdadeiro nome era Raquel, mas como toda a gente a tratava assim…
Miky abriu os olhos, olhou em volta à procura de um sinal de vida., um pássaro… uma borboleta….nada se mexia. O vento havia para do de soprar, as nuvens tinham desaparecido e o sol já ia alto. Convencida de que tinha sido só imaginação sua e de que nada lhe tinha tocado, Miky levantou-se e dirigiu-se para a sombra de um chorão que estava ali perto. Encostou-se à árvore, mas desta vez não fechou os olhos, sabia que não estava ali ninguém, mas ficou simplesmente a contemplar o que a rodeava, como se fosse a primeira vez que visse todo aquele “cenário”.
A pena, essa, tinha ido ter com Miky e encontrava-se aos pés dela. Passaram-se 5 minutos, 20 minutos, 1 hora, até que embalada pelo sopro do vento Miky adormeceu…
Já era tarde quando acordou e confusa com o que tinha acontecido, saio disparada para casa… e a pena, bem… ficou para traz, flutuando de um lado para o outro, mas nunca parando.
- Quanto mais velha estas, pior és! - Insinuava a mãe de Miky quando esta chegou a casa – Já viste as horas?
De certa forma, ela ate nem tinha culpa de ter chegado tarde a casa, pode acontecer a qualquer um adormecer! Mas como Miky sabia que a sua mãe não iria entender… afinal e sempre assim. As mães nunca entendem as filhas, e as filhas nunca entendem as mães! Ainda para mais, Miky tinha um pequeno defeito… era demasiado teimosa, ou seja, só desistia de uma coisa quando lhe dessem mil e uma razões para o fazer. De resto era uma adolescente com 14 anos, cabelos castanho-escuros, ondulados e olhos cor de avelã. É uma “teenajer” como todas as outras… inteligente, brincalhona mas no entanto muito sincera, amiga e feliz.
Estava no princípio de um novo ano escolar. Novos amigos, turma nova, etc.
Parecia que a turma tinha sido invadida por estranhos, mas as únicas três pessoas de que Miky realmente precisava, estavam lá. Depois de terem ouvido a longa e “secante” palestra da D.T. e terem admitido tudo o que a professora citava no sermão, puderam por fim sair e conhecer-se melhor…
Miky e as suas duas “best friends”, Lua e Bia, optaram por ir dar uma volta à escola, contar as suas histórias de verão, falar sobre coisas novas. Tinham combinado com o pessoal da turma do ano anterior ir comer à pizzaria, por isso teriam de por a conversa em dia rapidamente.
- Não estas bem a ver?! Tipo, estava no meio da rua, em Aveiro, tinha acabado de comprar um pacote de pipocas daqueles bem grandes e passa um gajo todo bom por mim, eu distraída deixo cair o pacote de pipocas, e ele olhou para traz, riu-se…e nem uma nem duas!! Não é estúpido? – Contava Lua
- Ya – concordava Bia – se isso me acontecesse acho que ainda me dava os 5 minutos e ainda dizia algum disparate! E tu Miky?... Miky!?...
- Ah… o que?... Que se passa, já esta na hora?
- Wait a minute! - Pediu Bia chegando-se ao pé de Miky e procurando qualquer coisa no campo de futebol – ah! Já sei o que é! Olha quem esta lá ao fundo de cinzento! - Disse Bia para Lua.
- Esta lá muita gente, agora de cinzento…
- O Leo! - Entoaram ambas em uni som.
Pois a terceira pessoa que Miky mais queria na sua turma era Leonel, e vê-se bem porque! Desde o 7º ano que Miky gostava dele. Leo era uma rapaz inteligente, embora não o fizesse entender pelas suas notas, de olhos e cabelos castanhos, um pouco mais alto que Miky mas com a mesma idade.
- Amiga! - Chamou Lua estalando os dedos a sua frente - acorda, temos de ir, esta na hora!
- Esta bem, bora! – Iam a afastar-se do campo quando Miky se lembrou de que Leo também ia. – Esperem, já venho.
O que não iam deixar de parte nem despercebido era a festa que tinham feito na pizzaria, quando lá chegaram ainda se encontrava praticamente vazia, por isso puderam escolher o cantinho mais espaçoso e acolhedor. Fizeram os pedidos e ai começou a algazarra total. O Miguel e o Filipe puseram-se a falar do europeu, a discutir as tácticas e os melhores jogadores, a eles juntaram-se mais uns quantos; a Cristina e o Manel, para não variar, puseram-se a dizer mal da Prof. De físico química. O Pedro, aquela base do chão, ao ouvir o nome da professora, posse logo a gozar com a sua estranha maneira de andar, quem visse de fora bem podia pensar que lhe estava a dar um ataque, mas o pessoal sabia que ele estava apenas a brincar com a maneira de andar da professora.
Miky, Lua, Bia, Rafael e Leo juntaram-se a jogar verdade ou consequência. A pouco e pouco toda a gente se lhes juntou, e foram surgindo verdades, não de abrir a boca, mas de a escancarar, embora também fossem feitas coisas num silêncio absoluto.
Quando finalmente as pizzas aterraram na mesa, não se mantiveram lá por muito tempo por causa da “fome intensa” que se fazia sentir devido a imensa brincadeira. Durante o resto da tarde a pizzaria manteve-se por conta deles, o que levou à devastação total do edifício. Mas só quando a Cristina mandou um grito que se ouvia na escola é que a tampa saltou e o proprietário os obrigou a limpar tudo o que tinham feito.
Por fim, lá conseguiram repor a ordem na pizzaria e, antes que o dono voltasse a ter outro ataque de fúria saíram dali para fora. Como Miky não queria que a mãe também tivesse um ataque de fúria, pois ai ela sabia que iria ser bem pior, despediu-se do pessoal e seguiu rumo a casa.” Até nem foi assim tão mau” – Pensou – “ o sermão este ano foi um pouco chato, mas ao menos divertimo-nos imenso na pizzaria…até mesmo a limpar…” - riu para si mesma – “ Aquele Rafael, tss, parecia que estava no paraíso, também, com a Lua e a Bia, o que é que ele queria mais?! Ai, ai, o Leo é tão fofo…foi uma tarde espectacular…o melhor foi ver os rapazes a limpar o chão!”
Quando chegou a casa ocupou-se com a estupenda tarefa de analisar o seu horário: “Até nem é muito mau” – Pensou – “tarde livre à quarta e à sexta, à segunda e à terça saio as 16:05h, e na quinta às 17:00h.
Como já esperava que acontecesse, parecia que o fim-de-semana estava a tirar horas a semana que se iria seguir, sendo que cada segundo parecia durar um minuto, e cada minuto se assemelhava a uma hora de tédio. Quando finalmente chagou à hora de voltar à escola, o entusiasmo de Miky fazia-se sentir a cada passo que dava. O primeiro dia de aulas teria de ser em grande!
"'Miky&Bia"'



Andreia...




Muito mais do que uma simples amiga... E no entanto o termo "melhor amiga" também não é o suficiente para dizer o quão importante ela é para mim e para que " Miky" não seja esquecida e deixada a um canto... Isto porque seira impossível esquecer-me de continuar a escrever "Miky" convivendo quase todos os dias com a pessoa que passou a ser não só a correctora de erros ortograficos (sim, porque eu e os acentos não temos uma amizade assim muito grande) como também uma grande ajuda, um insetivo...e por isso, queria dizer-te (Andreia), que não és apenas minha melhor amiga....és muito mais do que isso: és um apoio com que sei que posso contar nos tempos dificeis e faceis, és aquela que faz as palhaçadas com que é impossivel eu nao me rir, és inesquecivel, és não só a fã número 1 (e talvez a unica) de "Miky", como também, és a Miky em pessoa!




"'Bia"'...

A Historia de "Miky"

Baseado numa historia veridíca, "Miky" é um romance jovem que surgiu no meio de uma daquelas tardes de seca, em que temos de estudar para um teste, e em que já estamos fartos de ver os livros à frente...

Ao contrário do que acontece na escola, a caneta foi escorregando pelo papel, escrevendo frases e e frases, sem nunca se dar por contente, as ideias foram surgindo e formando as bases daquilo que viria a ser mais do que um capricho meu: Ao principio texto; Depois história e agora livro de uma adolescente que procura apenas passar o seu tempo com algo mais do que ver televisão e estar na internet...

Para ser sincera, começei a escrever sem nunca procurar qualquer semelhança com a realidade, mas as coincidências foram-se juntando até ser inevitável assumir que não eram apenas conicidências que tornavam a história tão parecida com a realidade...
"'Bia"'...