
Miky revirou os olhos e fez ouvidos moucos. Era definitivamente uma patetice digna da maior palhaça a superfície da terra. Pegou nos livros e cadernos que correspondiam as disciplinas a que iria ter teste na semana seguinte e saiu de casa. Era estranho, o facto de se dirigir pela primeira vez na direcção daquela pequena casa, naquele pequeno canto, naquela pequena rua, pois durante tantos anos Raquel nunca se tinha dirigido aquele sítio, era como se tivesse estado invisível durante os catorze anos que passara ali, desde que nascera, e que finalmente, com a chegada de Tiago, Miky passasse a conseguir ver, não apenas olhar, era como descobrir coisas novas em recantos já mais do que revistados e investigados. Em muito menos tempo do que o que esperava, Miky alcançou o outro lado da rua, conseguido ultrapassar a barreira que provavelmente a impedira de ir ali até aquele momento. Levantou a mão, para bater à porta, mas deteve-se. Seria aquilo boa ideia? Afinal tanto Lua e Bia gostavam, ou melhor, sentiam-se atraídas por Tiago… Mas por outro lado… Já decidira que ninguém a impediria de manter uma amizade com Tiago, não podia desistir agora…Quando, finalmente a discussão na sua cabeça acabou, decidiu bater à porta, mas alguém se antecipara, e já abria antes, sequer de Miky ouvir o som da sua mão a bater na porta, seria aquilo telepatia? Ambos sorriram ao constatar aquele cómico facto e Tiago deu um passo atrás, para que Raquel pudesse entrar. A pequena casa que por fora aparentava ser, não tinha nada a ver com o interior, um amplo hall de entrada, com um tapete de Arraiolos foi a primeira coisa que Miky viu, seguiram pela corredor, passaram por um porta que pelo pouco que Raquel viu ia dar a cozinha, e por outro que ela conseguiu claramente ver que era a casa de banho, (não são todas as divisões da casa que tem um sanita!), passaram por outra porta, que Raquel não sabia onde ia dar, e ao fundo do corredor, havia um cruzamento. Tiago seguia em frente, e por isso era um bocado difícil Raquel perder-se, era só preciso seguir um monumento ambulante. Quando abriu a porta um brisa suave fez o cabelo de Raquel voar para traz, a janela do quarto estava escancarada, e por causa do vento (nada mais), Tiago viu-se obrigado a fechar a porta do quarto, enquanto isso Miky observava o que a rodeava…Era totalmente diferente do quarto do irmão. O quarto de Tiago: arrumado, com vestígios claros de um apaixonado por musica e filmes, e com o portátil exemplarmente colocado em cima da secretaria, não fazia em nada lembrar o quatro de Ricardo: completamente desarrumado. Era um quarto pequeno, no qual Tiago conseguira colocar mais coisas do que qualquer outra pessoa conseguiria, e mesmo assim sobrava suficiente espaço para fazer uma guerra de almofadas. A cama de solteiro, com três almofadas (uma verde uma azul e outra cor de laranja) sobre o edredão, também azul, encostada a uma parede com uma estante por cima, cheia de livros, CD’s, DVD’s, entre outros, ocupava uma ínfima parte do quarto. O armário encaixado na parede, quase passava despercebido a Miky, a secretaria encostada a outro canto, a televisão segura em suportes especiais que a faziam estar quase no tecto, e a janela, enorme, do lado oposto ao da porta, e nesse canto da parede, estava repousada uma guitarra, estrondosamente linda, como que desafiando o dono para mais uma tarde de musica.
- Senta-te… - Propôs Tiago. Miky não pensou duas vezes, e obedeceu-lhe imediatamente. – Então…por onde começamos?
- Mmm… Geografia? Pode ser?
- Ya, bora lá… - dito isto, Tiago levantou-se de um salto e foi buscar os livros e cadernos da disciplina. – Então os objectivos para o teste são… - estudaram meia hora sem interrupções de geografia, e quando ambos tinham a certeza de já não ter duvidas e saberem a matéria relativamente bem, Tiago propôs fazerem os trabalhos de casa de matemática, que, como sempre eram imensos! Em cerca de 15 minutos ele conseguiu fazer todos os exercícios, mas Raquel precisou de um pouco mais de tempo para se desengonçar com o ultimo sistema de equação de 1º grau a duas incógnitas, e também de um pouco de ajuda, mas isso ninguém precisava de saber. Partiram para Historia, a ai foi Tiago que precisou de ajuda, pois a atenção que este prestava as aulas de história, era pouca ou nenhuma, na opinam deste, a historia era importante, mas para quê perder tempo a estuda-la quando podiam fazer descobertas novas, podiam ir mais alem, mantendo o conhecimento vindo do passado, mas não se prendendo a ele! Raquel concordava com ele, mas era apenas mais aquele ano que teria de estudar historia, pois não fazia tenção de ir para cursos que a contivessem, alias, Miky estava quase certa de que o seu futuro estava escondido nas ciências, mas mesmo assim não queria estragar a sua media por causa de uma disciplina ou outra que gostava menos! No fim de enumerarem todos os objectivos, mudaram de disciplina, e desta vez foi Tiago que escolheu, parecia que estavam a jogar um joguinho de crianças de 4 anos, uma vez escolho eu, outra vez escolhes tu…
A disciplina escolhida desta vez foi uma de que ambos gostavam e em que ambos eram bons, ou seja inglês. Uma disciplina que muitos da sua turma detestavam, ou por ser a directora de turma a professora de Inglês, ou porque não percebiam nada, etc. No entanto tanto para Raquel como para Tiago, o Inglês era algo simples, que não era preciso estudar para saber. Ambos o percebiam muito bem, por isso demoraram se pouco, e partiram logo para português. Quando finalmente acabaram de estudar, Tiago foi buscar algo para petiscar à cozinha, e Miky aproveitou para continuar a contemplar o quarto, desta vez dirigiu-se a janela: na parte de traz da casa havia um pequeno jardim com um baloiço feito com o pneu de um carro, algumas flores ordeiramente plantadas e mais ao fundo um quintal com árvores de fruto, couves batatas, alfaces, etc. Depois de ver tudo o que tinha para ser visto no jardim, voltou a sua atenção para o quarto novamente, viu os CD’s e DVD’s com mais pormenor, e quase se assustava quando Tiago entrou disparado no quarto.
- Parecia… - brincou este. Este pegou no comando em cima da secretaria e ligou o rádio. Miky voltou a sentar-se e ia para pegar num copo para por sumo, quando viu que Tiago se tinha esquecido de arrumar uma folha, e não fosse esta sujar-se, voltou-a para ver o que tinha escrito, a principio pensou tratar-se de um texto sobre alguma disciplina, mas depois percebeu que estava escrito como se fosse um poema, ia começar a ler e puff, o papel desapareceu-lhe da mão:
- Oh, vá lá deixa-me ler! – Pediu Raquel.
- Porque é que haverias de querer ler uma coisa destas? – Desvalorizou Tiago.
Raquel fez de conta que pensava em argumentos possíveis:
- Mmmm…porque foste tu que escreves-te…
- Ninguém te garante isso! – Contrapôs ele.
- É tua letra – reclamou Miky – continuando, porque sou cusca – Tiago não conseguiu evitar um sorriso – Oh, anda lá! Porque é que eu não posso ler?.... Diz mal de mim? – Ironizou esta. Tiago abanou a cabeça e voltou a entregar a folha a Raquel. – O que é? Um poema? Para quem? – Brincou ela.
- É… uma canção… - Acabou por confessar Tiago.
- Podes canta-la? – Perguntou Miky, esperançada. – Please!
- És impressionante, uma pessoa dá-te uma mão e tu queres logo o braço inteiro, se não for logo o corpo todo!
- Então isso quer dizer que cantas? – Perguntou Miky ignorando a insinuação de Tiago.
- Tenho outra hipótese? – Implorou ele. Raquel reflectiu um bocado sobre o assunto, embora já soubesse a resposta:
- Sempre posso passar o resto dia e por ai a fora a pedir-te – Propôs. Tiago voltou a abanar a cabeça e foi buscar a guitarra, enquanto Miky batia palmas feita histérica e perguntava se havia pipocas. Tiago riu-se e começou a tocar, só pelo instrumental, Miky já dava um vinte aquela música, numa escala de 0 a 20, então quando ele começou a cantar…uii… a escala de Raquel rebentou e ficou reduzida a cinza, não só pela voz de Tiago mas também pela letra da música:
- Senta-te… - Propôs Tiago. Miky não pensou duas vezes, e obedeceu-lhe imediatamente. – Então…por onde começamos?
- Mmm… Geografia? Pode ser?
- Ya, bora lá… - dito isto, Tiago levantou-se de um salto e foi buscar os livros e cadernos da disciplina. – Então os objectivos para o teste são… - estudaram meia hora sem interrupções de geografia, e quando ambos tinham a certeza de já não ter duvidas e saberem a matéria relativamente bem, Tiago propôs fazerem os trabalhos de casa de matemática, que, como sempre eram imensos! Em cerca de 15 minutos ele conseguiu fazer todos os exercícios, mas Raquel precisou de um pouco mais de tempo para se desengonçar com o ultimo sistema de equação de 1º grau a duas incógnitas, e também de um pouco de ajuda, mas isso ninguém precisava de saber. Partiram para Historia, a ai foi Tiago que precisou de ajuda, pois a atenção que este prestava as aulas de história, era pouca ou nenhuma, na opinam deste, a historia era importante, mas para quê perder tempo a estuda-la quando podiam fazer descobertas novas, podiam ir mais alem, mantendo o conhecimento vindo do passado, mas não se prendendo a ele! Raquel concordava com ele, mas era apenas mais aquele ano que teria de estudar historia, pois não fazia tenção de ir para cursos que a contivessem, alias, Miky estava quase certa de que o seu futuro estava escondido nas ciências, mas mesmo assim não queria estragar a sua media por causa de uma disciplina ou outra que gostava menos! No fim de enumerarem todos os objectivos, mudaram de disciplina, e desta vez foi Tiago que escolheu, parecia que estavam a jogar um joguinho de crianças de 4 anos, uma vez escolho eu, outra vez escolhes tu…
A disciplina escolhida desta vez foi uma de que ambos gostavam e em que ambos eram bons, ou seja inglês. Uma disciplina que muitos da sua turma detestavam, ou por ser a directora de turma a professora de Inglês, ou porque não percebiam nada, etc. No entanto tanto para Raquel como para Tiago, o Inglês era algo simples, que não era preciso estudar para saber. Ambos o percebiam muito bem, por isso demoraram se pouco, e partiram logo para português. Quando finalmente acabaram de estudar, Tiago foi buscar algo para petiscar à cozinha, e Miky aproveitou para continuar a contemplar o quarto, desta vez dirigiu-se a janela: na parte de traz da casa havia um pequeno jardim com um baloiço feito com o pneu de um carro, algumas flores ordeiramente plantadas e mais ao fundo um quintal com árvores de fruto, couves batatas, alfaces, etc. Depois de ver tudo o que tinha para ser visto no jardim, voltou a sua atenção para o quarto novamente, viu os CD’s e DVD’s com mais pormenor, e quase se assustava quando Tiago entrou disparado no quarto.
- Parecia… - brincou este. Este pegou no comando em cima da secretaria e ligou o rádio. Miky voltou a sentar-se e ia para pegar num copo para por sumo, quando viu que Tiago se tinha esquecido de arrumar uma folha, e não fosse esta sujar-se, voltou-a para ver o que tinha escrito, a principio pensou tratar-se de um texto sobre alguma disciplina, mas depois percebeu que estava escrito como se fosse um poema, ia começar a ler e puff, o papel desapareceu-lhe da mão:
- Oh, vá lá deixa-me ler! – Pediu Raquel.
- Porque é que haverias de querer ler uma coisa destas? – Desvalorizou Tiago.
Raquel fez de conta que pensava em argumentos possíveis:
- Mmmm…porque foste tu que escreves-te…
- Ninguém te garante isso! – Contrapôs ele.
- É tua letra – reclamou Miky – continuando, porque sou cusca – Tiago não conseguiu evitar um sorriso – Oh, anda lá! Porque é que eu não posso ler?.... Diz mal de mim? – Ironizou esta. Tiago abanou a cabeça e voltou a entregar a folha a Raquel. – O que é? Um poema? Para quem? – Brincou ela.
- É… uma canção… - Acabou por confessar Tiago.
- Podes canta-la? – Perguntou Miky, esperançada. – Please!
- És impressionante, uma pessoa dá-te uma mão e tu queres logo o braço inteiro, se não for logo o corpo todo!
- Então isso quer dizer que cantas? – Perguntou Miky ignorando a insinuação de Tiago.
- Tenho outra hipótese? – Implorou ele. Raquel reflectiu um bocado sobre o assunto, embora já soubesse a resposta:
- Sempre posso passar o resto dia e por ai a fora a pedir-te – Propôs. Tiago voltou a abanar a cabeça e foi buscar a guitarra, enquanto Miky batia palmas feita histérica e perguntava se havia pipocas. Tiago riu-se e começou a tocar, só pelo instrumental, Miky já dava um vinte aquela música, numa escala de 0 a 20, então quando ele começou a cantar…uii… a escala de Raquel rebentou e ficou reduzida a cinza, não só pela voz de Tiago mas também pela letra da música:
Abro os olhos
Vejo o céu
Este é um daqueles momentos
Em que eu desejo ser eu
Paro o tempo
A pensar
Que neste momento
Seria bem melhor estar noutro Lugar
Que neste momento
Não te tenho aqui a cantar
Porque quando queremos viver
Temos de aprender
A perder
Mas tantas vezes é mais fácil fugir
Tantas vezes é mais fácil fingir
Ouve esta canção
Sou eu que estou a dizer
Ouve o coração
Escuta o que não queres ouvir
Diz-me o que fazer
Quando não estás aqui
Vive por viver
A vida, por ti
Ouve esta canção
Ouve o coração
Sou eu que estou a dizer
Escuta o que não queres ouvir
Diz-me o que fazer
Quando não estas aqui
Vive por viver
A vida por Ti!
Fecha os olhos
Pensa em mim
Devolves o sorriso
Que procurei por aí
É fácil sorrir
É fácil chorar
Difícil e ser
O que queres sonhar
Ouve esta canção
Sou eu que estou a dizer
Ouve o coração
Escuta o que não queres ouvir
Diz-me o que fazer
Quando não estás aqui
Vive por viver
A vida, por ti
Ouve esta canção
Ouve o coração
Sou eu que estou a dizer
Escuta o que não queres ouvir
Diz-me o que fazer
Quando não estas aqui
Vive por viver
A vida por Ti!
Quando terminou, Tiago pousou cuidadosamente a guitarra. E voltou a observar Raquel, esta permanecia boquiaberta, impressionada pelo que acabara de ouvir, no entanto Tiago parecia não perceber que Miky estava impressionada e não decepcionada:
- Eu sabia que não ias gostar! – Resmungou ele, ao que Miky começou a rir-se, e Tiago fez uma careta – disse alguma piada? – Perguntou confuso.
- Não…disseste foi uma grande asneira, como é que é possível não gostar da tua música! Está linda! Fantástica! Espantosa! Maravilhosa!
- Olha que eu começo a ficar convencido! – Avisou ele, também a rir – Mas agora a sério. Gostas-te mesmo?
- Ainda não deu para perceber que sim?... Não sabia que disfarçava tão bem! – Confirmou ela. – Qual é o nome, da musica? – Perguntou curiosa.
-Ainda não escolhi, pensei em “ouve esta canção”, mas acho que falta alguma coisa… tens ideias?
Miky pegou no papel e voltou a ler:
- “Ouve esta canção, ouve o coração”, ou, talvez se lhe quiseres atribuir um sentido mais romântico: “Ouve esta canção, Ouve o meu coração”? – Propôs pouco convencida.
- “Ouve esta canção, ouve o meu coração” – Repetiu Tiago – Perfeito! – E desataram a rir, não sabendo bem qual o motivo de tanta alegria. – Supostamente, isso é um dueto – Acabou ele por confessar. E reflectiu mais um pouco, e depois de repente, e como teria dito Bia: “Fez-se luz”, e Tiago levantou-se, tirou duas canetas do estojo de Raquel, na folha da música e sentou-se na secretária, quando voltou entregou a folha a Miky olhou estupefacta. Por que raio teria Tiago sublinhado a letra da musica com duas cores diferentes? Que sentido é que isto fazia? Mas a resposta veio antes de Miky conseguir perceber o que se passara nos últimos segundos: A tua parte é a que esta sublinhada a Amarelo, e a minha é a que esta a vermelho.
- Ah? – Foi a única coisa que Raquel conseguiu dizer visto que não estava a perceber nada.
- A música que escrevi é um dueto, e por isso pensei que pudesses cantar uma parte e eu outra, ou seja, a tua parte é a que esta sublinhada a amarelo e a minha é a que esta a vermelho! – Explicou, cheio de esperança. No entanto Miky continuou a não conseguir dizer nada, sendo a única coisa que disse, um: Abuu. Com isto Tiago voltou a ir buscar a guitarra, e foi então que Raquel se lembrou que sabia falar:
- Nem penses. Eu….não sei cantar. - Interpôs ela.
- Então aprendes… - Brincou Tiago, e ao perceber que Raquel ia regatear, lembrou-a – eu não tive outra hipótese e tu também não vais ter! – E começou a tocar e a cantar, ajudando Raquel a cantar em algumas partes e deixando-a cantar a solo, noutras.
- Foi assim tão difícil? – Perguntou Tiago, sabendo já a resposta, no entanto Raquel trocou-lhe as voltas:
- Não, não foi difícil de todo, mas supostamente em vim cá para estudar, não para cantar.
- É apenas o intervalo das 5! – Gozou ele. E foi então que Raquel olhou alarmada para o relógio, já eram 5 horas! Como o tempo tinha passado depressa:
- Tenho de ir. Adeus até amanhã. - E saiu disparada do quarto. Tiago seguiu-a, sem dizer nada, mas passado um bocado percebeu que Miky se ia enganar no caminho:
- É para a outra porta! – Indicou, ao ver que Raquel se dirigia para a sala, e não para o hall, esta passou por ele, e não disse nada, ao que Tiago a puxou pelo pulso para se despedir. Subitamente Raquel apercebeu-se de que deveria ter comido alguma coisa no lanche, pois agora sentia-se um pouco tonta, e não queria culpar a proximidade a que estava de Tiago por isso. Este deu-lhe um beijo na testa e disse-lhe que a iria buscar no dia seguinte para irem juntos para a escola, ao que ela concordou, e correu para casa. Se a sua mãe já tivesse chegado iria ter de dar umas boas explicações. Por sorte, quando bateu a porta que lha abriu foi Mateus, ao que ela percebeu que os pais ainda não estavam em casa.
"'Bia"'...
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